Bestiário (159): Quimíria

A cauda é de tamanduá-bandeira. O focinho é de hiena. As asas são de arara — aliás, as asas, não: só uma, a direita. A esquerda é de libélula. Das patas, uma é de arminho, uma de cágado, uma de elefante, uma de grilo e a última parece também ser de arminho, mas é difícil afirmar com certeza. Um dos olhos é de faisão, o outro de mosca (este, com alguns ocelos de vespa). Os chifres, definitivamente de veado-campeiro, embora nas ramificações apareçam características de cabrito, antílope e escaravelho. Os dentes são de tubarão (arcada inferior) e vaca (arcada superior).

O corpo é humano. Exceto pelos órgãos sexuais, que se parecem com o do narval. Cada pelo, pena e escama que a cobre parece ser de um animal diferente.

Dizem que a quimíria contém em si toda a criação. Dizem que na verdade era o único animal presente na arca de Noé, que aliás não passava de uma canoa.

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