Bestiário (157): Zuctlan

Da mesma forma que o papagaio, a cacatua e algumas variedades de morcegos imitam a voz humana, o zuctlan é capaz de imitar pensamentos.

Husserl, ao que parece, tinha um zuctlan, que de tanto emular a lógica transcendental do seu dono, chegou a ser melhor que o original. Mas de forma geral o zuctlan prefere imitar pensamentos mais simples, adaptando-se muito bem a think tanks liberais, por exemplo.

Conta-se que no reinado do imperador Huītzilihhuitl (1396-1417), para estimular a diversidade de opiniões no Grande Conselho, havia sempre um zuctlan nas reuniões. Se o animal, exposto a ideias divergentes e conflitantes, apresentasse sinais de sofrimento interno, tudo estava bem. Se, reforçado por uma unanimidade cega, se mostrasse forte e bem disposto, os conselheiros eram castigados.

Uma resposta para “Bestiário (157): Zuctlan

  1. Que falta faz um zuctlan em nosso Congresso!
    Principalmente quando deliberam o próprio salário.
    Abraço.

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