Biblioteca de Babel (125): O Autômato

O primeiro capítulo descreve como José Q., o protagonista, acorda, levanta-se da cama, toma café, arruma-se, vai ao trabalho, sai para almoçar, volta ao trabalho, pega o ônibus de volta para casa, toma banho, janta e vê televisão até a hora de dormir.

O segundo capítulo descreve como José Q., o protagonista, acorda, levanta-se da cama, toma café, arruma-se, vai ao trabalho, sai para almoçar, volta ao trabalho, pega o ônibus de volta para casa, toma banho, janta e vê televisão até a hora de dormir.

O terceiro descreve como José Q., o protagonista, acorda, levanta-se da cama, toma café, arruma-se, vai ao trabalho, sai para almoçar, volta ao trabalho, pega o ônibus de volta para casa, toma banho, janta e vê televisão até a hora de dormir.

O quarto, o quinto… Não é preciso descrever.

“O Autômato” é um anti-romance, cujo personagem principal não vive qualquer tipo de narrativa. Não há conflito, não há fluxo de consciência, não há perfil psicológico, não há nada. Apenas a repetição vazia e inócua de cada dia.

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