Dramatis Personæ (196): Laurinda

Como tantas velhinhas solitárias e um tanto loucas, começou a acumular gatos. A diferença é que os seus são imaginários.

De início, preocupava-se com o fato de os potinhos de comida espalhados pela casa nunca se esvaziarem. Depois passou a simplesmente trocar a ração velha por outra mais nova regularmente.

Suspeita-se que os bichanos imaginários sejam na verdade fantasma de gatos que morreram no bairro. Houve até mesmo uma acusação de que Laurinda teria envenenado Asmodeu, o persa preto da vizinha, apenas para aumentar sua coleção. É claro que ninguém acreditou que a bondosa senhora fosse capaz disso.

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