Biblioteca de Babel (116): Passa Boiada

Mais do que um livro, Passa Boiada é um projeto translinguístico.

A sua primeira versão foi escrita em chamorro, que como se sabe é uma língua falada na ilha de Guam. Mas esse foi apenas um ponto de partida. Do chamorro foi traduzido para o suaíli, do suaíli (ignorando-se propositadamente a versão original) para o aimoré, daí para o finlandês, em seguida para o cantonês e o armênio. O objetivo é que o texto passe pelas quase sete mil línguas existentes (segundo o Ethnologue) no planeta, antes de voltar a ser vertido para o chamorro. Somente então se terá a versão definitiva do livro, que será uma soma das peculiaridades de cada idioma.

Há duas vertentes entre os linguistas envolvidos no processo. Metade acredita que a versão final será igual à original, ipsis litteris. A outra metade acha que será irreconhecivelmente diferente.

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