Dramatis Personæ (185): Jupira

Não é seu nome verdadeiro. Foi o que adotou em 1969, quando optou pela luta armada.

Na Guerrilha do Araguaia, resolveu que era hora de, no contexto do enfrentamento da ditadura, retomar o primeiro conflito contra opressores da história do país. E, como uma tupi, passou a devorar os inimigos vencidos.

A antropofagia de Jupira foi rejeitada pela ALN,pela VAR-Palmares e por todos os outros grupos. Considerada ora diversionista, ora burguesa, ora simplesmente louca, foi abandonada pelos companheiros e se perdeu nas matas, acusando seus detratores de desprezarem a única – a única – possibilidade de fazer triunfar a revolução.

Dizem que vagueia até hoje pelo Brasil inteiro, matando (e comendo) grileiros, jagunços, milicos.

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