Dramatis Personæ (183): Zelina

“Capital do Egito”, com cinco letras? B-A-S-R-A. “Um dos elementos que formam a água”, com oito? P-A-R-A-C-A-T-U. “Descobridor da América”, sete letras, começando com C, a sexta é B? C-A-T-U-A-B-A.

Zelina é anticruciverbalista.

Responde às palavras cruzadas dos jornais com soluções erradas. Ou, como ela mesma prefere, alternativas. Diz que é uma postura política: contra o conformismo, as respostas padronizadas, a normatização do tempo livre.

Nem sempre as verticais formadas pelas palavras preenchidas nas horizontais (e vice-versa) fazem algum sentido. Não que Zelina ligue muito para isso. Seu método revolucionário muitas vezes permite que uma mesma casa seja ocupada ora por uma letra, ora por outra, ou mesmo deixada em branco. Outras vezes, numa forma de linguagem emergente (ou escrita inconsciente), surgem respostas inusitadas. Foi assim que nasceu seu pseudônimo, no dia em que viu que “obra literária em versos”, com seis letras, estava respondida como Z-E-L-I-N-A.

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