Bestiário (142): O unicórnio e a quimera

Como é do conhecimento geral, o unicórnio e a quimera se encontravam regularmente para procriar. Quando a cria era macho, era um novo unicórnio; quando fêmea, uma nova quimera.

Assim foi durante séculos, até o dia em que, atendendo ao chamado para que todas as criaturas escapassem ao dilúvio universal, dirigiram-se à Arca. Noé, porém, foi inflexível: a ordem clara de Deus era de deixar entrar um casal de cada espécie, e aqueles dois não formavam um casal nem eram da mesma espécie.

E foi por isso que ambos desapareceram da face da terra.


Wilfredo Machado, é claro, oferece outra explicação.

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