Dramatis Personæ (178): Gumercindo

Trabalhava como guarda noturno na mais pacífica vila do interior. Sem ter o que policiar nem a quem prender, para quebrar a monotonia de suas rondas passou a imaginar cenas de ação naquelas vielas escuras e desertas. Sacava a arma contra bandidos inexistentes, descobria pistas para elucidar mistérios hipotéticos, perseguia a sombra de um vento.

Numa noite de inverno, uma ficção emboscou-o na esquina e matou-o à traição.

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