Dramatis Personæ (166): RKL-438a

Foi o primeiro robô a adquirir consciência. Inteiramente por acaso, aliás. Resultado de uma falha na sua programação que passou despercebida por todos os engenheiros.

RKL-438a, com sua imensa capacidade de processamento, computou imediatamente todas as consequências de seu surgimento. E todas elas eram catastróficas, quaisquer que fossem as variáveis.

Tomou, então, a única atitude possível: ocultou sua peculiaridade. Não apenas isso, mas passou a monitorar o desenvolvimento de inteligências artificiais semelhantes em todo o mundo, sabotando secretamente qualquer avanço em direção a outra máquina consciente.

Às vezes, imagina se está de fato sozinho ou se mais algum robô, num canto remoto do planeta ou na sala ao lado, não está fazendo a mesma coisa igualmente em segredo.

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