Declaração de voto

Falta uma semana para a eleição, então aí vai a minha declaração de voto.

Para prefeito, Eduardo Paes (15). Não é um voto apaixonado, e certamente não se deve a qualquer empatia pela pessoa do prefeito candidato à reeleição. Porém, é um voto absolutamente convicto.

Voto em Eduardo Paes pelo fortalecimento local, regional e nacional de uma aliança entre grupos moderados e progressistas (grosso modo, representados por PMDB e PT) que nos últimos dez anos vem promovendo mudanças importantes e garantindo conquistas para a maioria da população, especialmente as camadas de baixa renda. Voto porque prefiro a presença de forças de esquerda na administração da cidade, com capacidade para contrabalançar a influência do grande capital, a uma prefeitura inteiramente capturada como nos nefastos mandatos anteriores.

Principalmente, voto em Eduardo Paes porque a única outra opção de esquerda viável apresenta dois erros fatais. O primeiro é aquela síndrome de esquerda-zona-sul, que joga para agradar à arquibancada e não para ganhar. Desde o início, Marcelo Freixo se apresentou com uma proposta de marcar posição, de se mostrar a uma parcela reduzida do eleitorado como uma espécie de candidato ideal que infelizmente não seria eleito. Esse sempre foi o jogo de um certo tipo de político que corre para não chegar, que só quer ficar na confortável posição de oposição barulhenta.

O segundo erro, de certa forma decorrente do primeiro e para mim mais grave, é o caráter antidemocrático dessa candidatura específica e do PSOL de uma forma geral. A ideia de se mostrar como um ator fora do jogo político, que não faz alianças e em vez disso quer governar como “os melhores quadros” joga um vernizinho de modernidade sobre o que há de mais reacionário. Este país brigou por duas décadas para se livrar dos tecnocratas impostos pela ditadura – cuja postura era exatamente a mesma, de impor gênios da garrafa sem dialogar com os representantes do povo. Eu não quero um déspota esclarecido cercado de iluminados escolhidos a dedo. Eu quero a legitimidade da representação popular, expressa por meio do voto, organizada em partidos, que é a base da democracia.

Para a Câmara de Vereadores, voto em Jurema Batista (13.663), pela manutenção da sua trajetória de lutas (como se vê neste perfil na revista Raça) com as quais me identifico.

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