Dramatis Personæ (160): Gilson

De sua cabine de segurança no banco, observa a tudo. E frequentemente sonha acordado. Afinal, ele foi treinado para prever situações e assim saber como reagir a elas.

Aquele homem com uma pasta de documentos na fila do caixa, por exemplo, pode ter uma pequena arma que passou pelo detector de metais. Pode pegar aquela moça de blusa decotada como refém. E Gilson teria que agir com audácia e precisão para desarmá-lo e salvar a moça, e ela ficaria agradecida, e depois quem sabe uma bebida.

Não. Na verdade, pensando bem, a moça é que é uma assaltante. Seria preciso imobilizá-la. Com força, talvez até um pouco de violência. O suficiente para que ela se arrependesse de sua vida de crimes e se rendesse. Ali mesmo, naquele momento, no chão da agência.

Ou talvez fosse um bando fortemente armado. Então não lhe restaria alternativa e teria que ficar trancado com a subgerente no cofre. Por horas.

Pior ainda, poderia estar acontecendo um assalto de verdade. E Gilson não perceberia nada porque está no meio de um de seus devaneios. É isso que está acontecendo agora? Ou é um pesadelo?

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