Dramatis Personæ (158): O incomparável Titoff

Seu número no Grande Circo de Vladivostok era inesquecível. Atravessava a corda bamba sobre um monociclo, de olhos vendados, equilibrando a lâmina de uma faca na ponta do nariz, cantando a “Florisbela”, oi, a “Florisbela”. E sem rede de segurança.

Este, aliás, era o seu segredo. No dia em que, cedendo a pressões do dono do circo e das autoridades locais, aceitou estender uma rede de proteção, acabou despencando do arame.

Nunca mais conseguiu repetir o número. O medo da queda havia se instalado nele de forma fatal.

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