Dramatis Personæ (154): Irmã Martine

Liderou a Revolta das Carmelitas, no verão de 1763, em Ruão.

Foi ela quem reuniu as demais freiras no convento e, depois de um inflamado discurso contra as más condições espirituais a que eram submetidas pelos padres da diocese (especialmente as homilias sem inspiração, a baixa frequência das preces e as penitências excessivas impostas pelos confessores), conclamou as companheiras de claustro a iniciar um protesto. Declarou-se assim a greve de castidade.

As freiras rebeldes entregaram-se a todo tipo de devassidão, inclusive umas com as outras, exigindo que as suas reivindicações fossem ouvidas. O clímax do movimento foi um “orgasmaço” coletivo em frente à Catedral de Ruão. Assustado (como de hábito o clero diante da sexualidade feminina), o bispo cedeu às exigências.

Irmã Martine foi uma das poucas que renovou os votos e retornou ao convento. Morreu quarenta anos depois, com um sorriso nos lábios.

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