Dramatis Personæ (145): Art “Quick Brown Fox” Monroe

Era conhecido como o trompetista mais rápido da Costa Leste. Foi tentando acompanhá-lo, em lendárias sessões no Five Spot, que Ornette Coleman começou a desenvolver o que viria a se tornar o free jazz. Críticos, músicos e fãs se espantavam com seus fluxos de notas inesgotáveis.

Começou a tocar com tamanha velocidade que se tornou indistinguível aos ouvidos humanos. Solos complexos se comprimiam numa fração de segundo, em que o ouvinte percebia apenas um ruído estranho.

Ao mesmo tempo, sua cabeça encontrava dificuldade em processar tanta informação sonora. Tornou-se arredio, irascível, cheio de manias. Brigou com todos os músicos que ainda insistiam em tocar com ele. Acabou seus dias num hospício.

“Art Monroe jumps over the lazy dog”, álbum póstumo lançado quarenta anos após a sua morte, usa tecnologia digital para desacelerar sua música, tornando-a finalmente compreensível. É considerado um dos maiores discos de jazz de todos os tempos.

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