Dramatis Personæ (137): Eleuzina

Artista incomparável, sofreu no início da carreira com a incompreensão dos críticos, que a julgavam limitada por pintar apenas autorretratos.

Ignorou-os. Continuou aperfeiçoando a técnica e o estilo, pintando-se cada vez melhor.

Então, veio a grande virada. A exposição em que apresentou uma variedade jamais encontrada na sua obra pregressa. Eram retratos, paisagens, naturezas-mortas. Os críticos aplaudiram: finalmente, disseram, Eleuzina rendeu-se aos conselhos recebidos e amadureceu como artista.

Não perceberam que todas as telas eram detalhes hiperampliados de autorretratos, e que os temas representados não eram mais que um reflexo na pupila de Eleuzina.

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