Criptoetimologia (42): Samambaia

Mem de Sá (1500-1572) não foi apenas o último governador-geral do Brasil colônia e maior incentivador do início do tráfico negreiro para as terras brasileiras. Foi também um apaixonado pela nossa flora.

No fim dos anos 1560, depois de expulsar com sucesso os franceses da Guanabara, costumava deixar a recém-fundada (por seu sobrinho Estácio) cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro para alguns momentos de melancólica (ah, a nostalgia de Portugal) reflexão. E o seu local preferido era uma mata na encosta do morro Cara de Cão, onde brotavam folhas que lhe serviam de leito.

Os negros que havia trazido de Angola chamavam o lugar de Samumbeya (do quimbundo mumbe, “solidão, abandono”), ou seja, “lugar da tristeza de Sá”. E o governador usou a palavra (ligeiramente distorcida, como se vê) para batizar aquelas plantas, desconhecidas dos portugueses.

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