Biografemas (7): Ludwig van Beethoven

Na primavera de 1787, o jovem músico Ludwig van Beethoven foi a Viena para conhecer seu ídolo Wolfgang Amadeus Mozart. Era a oportunidade de mostrar seu trabalho àquele que considerava o maior compositor de todos os tempos, sua fonte de inspiração, a razão de ter se dedicado à música.

O encontro, segundo a biografia escrita por Otto Jahn, foi porém decepcionante. Mozart achou o novato limitado, insípido, esquecível. Os aplausos meramente formais ao fim da sua apresentação soaram como a pior das vaias para Beethoven. Quase o suficiente para que ele abandonasse ali mesmo a carreira de músico, não fosse a necessidade de sustentar a sua família. Mas naquele momento toda a admiração que sentia pelo mestre se transformou em ódio.

Foram quatro anos tramando a vingança.

No inverno de 1791, um misterioso homem usando uma máscara encomendou a Mozart um réquiem. E o fim da história todos conhecem.

A maioria dos historiadores afirma que o mascarado era o Conde Franz von Walsseg, músico amador que pretendia se passar por grande compositor. Pushkin, e depois Peter Schaffer e com ele Milos Forman, sugeriram que se tratava de Antonio Salieri, que pintaram como um invejoso obsessivo. Mas nenhuma das teorias responde o que Beethoven estava fazendo naquele inverno em Viena.

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