Criptoetimologia (41): Lixo

Plutarco, na sua Vida dos Doze Césares, conta que o palácio imperial, em Roma, era dotado de sessenta fossas onde eram lançados os dejetos das refeições – desde as mais simples até os banquetes orgiásticos que fizeram a fama de alguns dos biografados.

Nunca acontecia, porém, de todas elas ficarem cheias. Quando se verificava que a fossa de número 59 (LIX, em algarismos romanos) estava próxima da sua capacidade total, o intendente do palácio mandava esvaziá-las todas, levando a massa fétida e pútrida para ser lançada ao rio Tibre.

Do número LIX derivou lixum, a soma de todos os dejetos, origem da palavra lixo.

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