Biografemas (6): Samuel Hahnemann

Em 1830, Samuel Hahnemann (1755-1843), fundador da homeopatia, não foi capaz de evitar a morte de Johanna, sua primeira mulher, com quem tivera 11 filhos. Em 1835, aos 70 anos, ele se casaria novamente com a também médica Amélie, 35 anos mais nova, sua discípula e futura continuadora da sua obra. Mas, entre um casamento e outro, houve o menos documentado porém intenso relacionamento com Oleanna.

Ainda mais jovem que Amélie, Oleanna viveu um caso de amor tórrido com o médico sexagenário, que havia desenvolvido um eficaz tratamento homeopático para combater a impotência. O relacionamento entre os dois, porém, nunca poderia ser levado a público. A moça fora paciente de Hahnemann, confiada a ele por seus pais.

Assim, na primavera de 1835, já de casamento marcado com Amélie, Hahnemann disse à amante que não mais deveriam se ver, a fim de evitar o escândalo.

Oleanna aceitou. Mas perguntou ao médico o que um homeopata receitaria a quem quisesse cometer suicídio. Adepto tardio das teorias preformistas, que viam no sêmen masculino a única força ativa na reprodução humana, ele não estranhou a curiosidade da jovem e propôs o que sua teoria previa: a mesma substância que causava a vida, potencializada pelas sucessivas diluições, provocaria a morte.

Um mês depois, Samuel recebeu um bilhete de Oleanna: “Morro da vida que tirei de ti”.

A receita do suicídio homeopático nunca foi transcrita para os compêndios do cientista.

(Obrigado, Ale.)

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