Biblioteca de Babel (64): O Oitavo Sermão

Quando Carl Jung publicou em Memórias, sonhos e reflexões (1962) o seu “pecado de juventude” intitulado Septem Sermones ad Mortuos (1916), não teve a coragem de publicar o Oitavo Sermão.

No capítulo final da obra, Basilides convoca os mortos que se haviam dispersado e lhes revela a verdadeira essência de Abraxas. O conhecimento desta formidável essência desintegra as almas dos mortos e o próprio mestre gnóstico; é algo tão luminoso e terrível que Jung só foi capaz de escrever num estado de consciência significativamente alterado. Ler as próprias (?) palavras depois disso provocou uma profunda depressão no psicólogo, que por isso manteve os Sermões inéditos por mais de 40 anos.

Além do autor, apenas sua colaboradora Marie-Louise von Franz teve acesso ao Oitavo Sermão. O manuscrito permanece fechado num cofre na sede da Fundação Philemon, em Carpinteria (Estados Unidos).

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