Jam (14): O Cabaré Número Um da Glória

(Correm por aí algumas histórias sobre como eu conheci a Alessandra. Quase todas quase falsas. Nego peremptoriamente, por exemplo, que eu estivesse dançando no poste quando ela me viu pela primeira vez. Mas que o primeiro encontro foi numa tradicional casa noturna do Rio de Janeiro – bem, isso eu não confirmo nem desminto.)

Tire os pés de cima da mesa
A espelunca merece respeito
Sente aqui e aprecie a beleza
Mande pra longe o preconceito

Mais de cem anos de história
De uma casa do cacete
Não há quem ignore-a
Entre a Lapa e o Catete
Tanto a elite quanto a escória
Cantam grosso e em falsete
No Cabaré Número Um da Glória

Pra falar das dançarinas do can-can
Primeiro lave a boca – com vodca!
Elas servem a sua dose no sutiã
É só pagar uma tarifa módica

Se achar que o povo aqui é esquisito
Suas lentes estão fora do grau
São mil maneiras de ser bonito
De perto todo mundo é normal

Mais de cem anos de história
De uma casa do cacete
Não há quem ignore-a
Entre a Lapa e o Catete
Tanto a elite quanto a escória
Cantam grosso e em falsete
No Cabaré Número Um da Glória

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s