Dramatis Personæ (122): Edvina

Durante anos foi uma das atrações do Grande Circo de Vladivostok, com seu número em que mostrava habilidade como domadora de feras invisíveis.

Com a proibição do uso de animais em espetáculos circenses, perdeu o emprego. Passou à clandestinidade, levando seus animais por estradas secundárias, escondendo-se dos fiscais ambientais. Apresentava-se somente em vilarejos miseráveis e mafuás de terceira categoria.

As péssimas condições de trabalho e a baixa renmuneração que obtia aos poucos foram cobrando seu preço. Um dia, numa apresentação em que apelou à ousadia para tentar reverter a decadência, Edvina enfiou a cabeça na boca de um faminto tigre invisível.

A cabeça, arrancada pelos dentes afiados da fera, desapareceu no ar.

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