Postais do Exílio (70): Palácio Gruskoff

O palácio foi projetado como residência de inverno do Conde Gruskoff. Mas pouco chegou a ser usado dessa forma. Poucos anos depois da sua construção começou a guerra, e os salões luxuosos foram transformados em quartel-general. Logo em seguida veio a Revolução, que tomou o edifício e nele estabeleceu a sede do governo provisório.

Vitorioso o novo regime, o Palácio Gruskoff passou a pertencer ao povo, e foi adaptado para servir como hospital. Assim foi durante décadas. As macas com feridos e doentes eram carregadas pelos corredores revestidos de mármore, e cirurgias aconteciam sob a luz de lustres com finos cristais.

Com a queda do regime, o Hospital do Povo foi rebatizado Hospital Gruskoff e privatizado. Não demorou muito para que sofresse nova metamorfose, tornando-se desta vez um hotel de luxo. E ainda seria possível se hospedar no quarto que um dia foi o do próprio conde, se a crise financeira não tivesse levado o estabelecimento à falência.

Hoje, cada ala do Museu Gruskoff reproduz um dos muitos usos que o palácio teve desde que foi construído. Dizem que há uma igreja interessada em comprá-lo para fazer dele sua nova catedral.

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