Biblioteca de Babel (57): Confessionalia

A coleção começou a ser formada no primeiro Concílio de Lyon, em 1245.

Trinta anos antes, o quarto Concílio de Latrão havia determinado a obrigatoriedade da confissão para os católicos.  Em Lyon, os bispos reunidos sob o Papa Inocêncio IV reafirmaram a proibição de que os padres revelassem os pecados confessados pelos fiéis, um tabu que vinha sendo contestado por alguns setores, em especial pelos monges cistercienses.

E foi a ordem dos cistercienses que, no último dia do Concílio, propôs que, embora protegidas pelo sigilo, as confissões pudessem ser transcritas em livros a serem guardados até o dia do Juízo Final. A proposta foi aceita, e desde aquele dia os subterrâneos do Vaticano abrigam uma coleção secreta, ampliada a cada ano por relatos de todo tipo de pecado enviados por padres de todo o mundo.

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