Folhinha (22): Natal

A uma semana da noite de Natal, convém desconstruir alguns mitos que cercam a celebração e resgatar importantes elementos natalinos de matriz africana que foram apropriados e deturpados pelos europeus.

A Árvore de Natal, por exemplo. Originalmente, não era o pinheiro, e sim o baobá. Por toda a África Central, crianças pintavam decorações na casca dos baobás para celebrar o solstício. Normalmente, os desenhos eram geométricos, mas também incluíam figuras zoomórficas e antropomórficas, às vezes até pequenas cenas.

Há quem sustente que foi uma dessas cenas pintadas em cascas de baobá, representando o nascimento de uma criança, que deu a São Francisco de Assis a ideia de criar o primeiro presépio da Europa, em 1223. A peça, de origem etíope, teria chegado a suas mãos por meio de missionários lusitanos.

Finalmente, é preciso notar que a figura do boneco de neve, tão comum nas decorações natalinas mesmo em países tropicais como o Brasil, também é de origem africana. Nessa época do ano, caçadores tanzanianos subiam o Kilimanjaro para moldar estátuas de neve, num ritual destinado a garantir a boa sorte na temporada de caça.

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