Postais do Exílio (66): Zoológico de Grupta

O Jardim Zoológico de Grupta era absolutamente comum. A única coisa que tinha de excepcional era o carinho do público e dos funcionários por Ali, o tigre. Tão grande que, quando ele morreu, não foi feito esforço algum para substituí-lo. Em vez disso, a jaula recebeu uma estátua representando o animal.

A jaula com a estátua continuou sendo visitada, quase tanto quanto na época do tigre ainda vivo. O sucesso foi tanto que, quando morreram as duas hienas, optou-se pela mesma solução, e duas hienas de mármore passaram a habitar o Zôo.

Aos poucos, novas estátuas foram tomando o lugar dos bichos que morriam ou eram até gentilmente cedidos a outras instituições de todo o mundo. Hoje, o Zoológico de Grupta é o único do mundo com 100% de animais inanimados.

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