Dramatis Personæ (101): Roselena

Deve o sucesso da sua carreira de arquiteta à capacidade de observar a natureza e nela encontrar soluções. Foi assim que projetou edifícios que se tornaram marcos da sua época, conquistando a admiração dos seus pares e da população em geral.

A coisa começou a sair dos eixos, porém, quando surgiu a sua fixação por cupinzeiros.

No início, era apenas um passatempo. Mas Roselena foi ficando obcecada pelas estruturas, pelos intrincados canais e túneis, pela geometria, pela sustentação. E passou a propor elementos semelhantes aos clientes. No dia em que apresentou uma maquete de um condomínio de alto luxo no formato de um cupinzeiro, perdeu todo o respeito que havia conquistado em décadas de trabalho.

Foi bom para ela: mudou radicalmente o foco. Deixou de se inspirar nos cupins para servir aos homens para fazer o inverso. Vem projetando novos modelos e formatos de cupinzeiros, com significativos ganhos de eficiência em áreas como circulação de ar e defesa. Ainda não construiu nenhum. Mas está convicta de que serão sucessos absolutos.

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