Dramatis Personæ (97): Rubem

“Todas as histórias já foram contadas”, raciocinou certa vez. “Logo, diante de um caso supostamente novo, basta saber que história ele repete para saber como termina”. E foi assim que Rubem se tornou um detetive literário.

É verdade que no início cometeu erros. Confundiu clichês, subestimou viradas nas tramas. Mas aos poucos refinou sua capacidade de análise. Hoje, basta-lhe entrevistar um suspeito, duas testemunhas, ou até mesmo dar uma boa olhada na cena do crime para concluir qual conto de Simenon, Christie ou Chesterton foi replicada ali. Em seguida, estabelece a correspondência entre os personagens da ficção e os da vida real para chegar ao assassino. É elementar.

Sua maior frustração foi nunca ter encontrado uma duplicata dos assassinatos da Rue Morgue.

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