Postais do Exílio (61): Carvaz

A única coisa que sobrou do palácio em ruínas de Carvaz foi o grandioso salão das estátuas dos reis. O saguão ocupava o centro da construção, e seu teto era uma abóbada a oitenta metros do chão.

Ainda é possível ver, amontoados no centro do saguão, os pedaços das estátuas de mármore destruídas. Não pelos persas que conquistaram Carvaz, mas pelos próprios reis. Porque o costume naquela dinastia era que cada príncipe, quando subia ao trono, derrubasse e destruísse a estátua de seu antecessor, para depois mandar erguer a sua própria sobre os escombros de todos os seus antepassados.

(A estátua do último rei não chegou a ficar pronta antes da invasão da cidade).

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