Postais do Exílio (60): Ponte de Amgirk

Em Amgirk há uma ponte unindo as duas metades da cidade, que é cortada ao meio pelo rio Azal.

Até aí, nada de notável. Existem dezenas de outras cidades cortadas por rios e unidas por pontes. O que torna a ponte de Amgirk notável é o fato de ela ter sido construída de forma a curvar-se sobre o Azal.

Na época das secas, isso não chega a ser problema: mesmo o trecho mais baixo fica pelo menos um metro acima do nível das águas. Durante a temporada das chuvas, porém, o rio cresce e inunda completamente o centro da ponte, tornando-a intransitável e isolando as duas margens. São dois a três meses por ano em que é preciso atravessar de barco, usar a ponte da cidade mais próxima (Erbezul, vinte quilômetros ao norte), ou simplesmente resolver o que for preciso sem recorrer aos recursos da margem oposta.

A ponte poderia ter sido construída de outro jeito, é claro. Mas os moradores preferiram deixá-la assim, para lembrar que quando a necessidade aperta sempre se dá um jeito.

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