Postais do Exílio (52): Labirinto de Hanamarana

O Labirinto é uma construção modesta: um cubo de oito metros de aresta, paredes caiadas, uma única porta. Que serve de entrada e teoricamente também de saída. Teoricamente, pois não se sabe de pessoa alguma que tenha saído.

Uma teoria diz que, mesmo no reduzido espaço dentro do cubo, há uma arquitetura perversamente elaborada, jogos de espelhos, pinturas em trompe-l’oeil e outras diabolices que fazem quem entra perder-se para sempre. Há também quem aposte que todos que entram conseguem sair, mas passando por um túnel que leva ao outro lado do mundo, e por isso ninguém voltou para dar notícias. Variações desta hipótese sugerem que a saída é numa ilha inóspita no meio do oceano, ou ainda num universo paralelo.

Mas a explicação mais aceita, e que continua atraindo visitantes, é de que a construção é inteiramente vazia. Porém, quem nela entra encontra a paz, a felicidade, a suprema beatitude. Assim, mesmo tendo a porta de entrada (e saída) diante dos olhos, não quer mais voltar. O Labirinto está na mente de cada um.

Anúncios

Uma resposta para “Postais do Exílio (52): Labirinto de Hanamarana

  1. plac!plac!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s