Biblioteca de Babel (47): Rolo de máquina

O autor, que ainda possuía uma máquina de escrever, guardada há anos no fundo do armário, pôs um rolo de fita novinho e começou a datilografar. E então escreveu do início ao fim, sem sequer um erro ou hesitação, o seu melhor romance. Sem pôr papel na máquina.

Retirou da máquina o rolo de fita eentregou-o à editora:

– O livro está aí. Basta ler as marcas feitas pelos tipos na fita, na ordem em que foram deixadas.

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Uma resposta para “Biblioteca de Babel (47): Rolo de máquina

  1. Muito bom!

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