Fricção científica (5): Quebra-cabeças

Ben Atkinson-Willes é um estudante de Design de 22 anos. Seu projeto de conclusão de curso na Universidade de Kent, no Reino Unido, foi um quebra-cabeças especial para pacientes de Alzheimer. E funcionou.

O quebra-cabeças de Willes tem peças grandes, é fácil de montar e, o que é mais importante, utiliza fotos que estimulam as memórias dos jogadores. Assim, um homem voltou a falar depois de muito tempo, logo após montar a última peça de um avião Spitfire e lembrar-se dos seus tempos de piloto. A lembrança e a sensação de realização, combinadas, melhoraram o estado do paciente.

Portanto, devem existir outros jogos que possam ser usados para estimular pessoas com outros problemas neurológicos. E o que funciona para o cérebro pode muito bem servir também para os demais órgãos. No futuro, laboratórios e editores de jogos poderão oferecer formas diversas de ludoterapia. Drogas que façam as células jogar entre si para combater doenças. Todo um sistema de auto-imunização baseado no prazer da vitória.

Mens sana in corpore sano.

Anúncios

Uma resposta para “Fricção científica (5): Quebra-cabeças

  1. Pingback: designers justiceiros » Quebra-cabeças para Alzheimer

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s