Bestiário (61): Margoyne

Surgiu nos laboratórios de uma multinacional da área de biotecnologia e foi a primeira variedade transgênica a disputar um nicho no mercado de animais de estimação.

Macio como uma chinchila, inteligente como um gato e bonito como um collie premiado, o margoyne apresentava outras vantagens. Nunca adoecia, e adaptava-se facilmente a todo tipo de clima.

Além disso, todo animal, macho ou fêmea, saía dos criadouros esterilizado. Com isso, evitava-se a reprodução fora da linha de montagem, o que garantia a exclusividade para a detentora da patente e seus parceiros comerciais.

A produção e venda, porém, foram encerradas quando se descobriu que o contato prolongado com margoynes causava esquizofrenia, pancreatites e estrabismo. Aguarda-se para breve uma versão melhorada do bichinho, sem os defeitos e possivelmente ainda mais fofa.

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Uma resposta para “Bestiário (61): Margoyne

  1. Alguns anos atrás eu, que sou aquarista, dei de cara com um peixe fluorescente – manipulado geneticamente – que estava sendo vendido como novidade no mercado.

    Por ser um peixe híbrido, era naturalmente estéril.

    Não chama Margoyne nem é bicho de colo, mas a semelhança permanece…

    R. A vida imita o blog. Ou o contrário, sei lá.

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