Biblioteca de Babel (29): Graffiti, Caruaru

À primeira vista as pichações nos muros de Caruaru parecem iguais às de qualquer outra grande cidade. Mas existe algo mais. Se lidas na ordem certa, formam um romance de estrutura inovadora e linguagem desconcertante, escrito coletivamente por vários grafiteiros pernambucanos.

O problema está justamente em encontrar a ordem correta. Quem ler o livro compreenderá o sentido que existe em sair de uma mureta na ponte sobre o Rio Ipojuca, na Vila da Cohab, ir para o muro do estádio do Central e depois para um armazém no Bairro Agamenon. Mas, sem conhecer o enredo, o itinerário é aparentemente desconexo.

(Na Biblioteca de Babel existe apenas um álbum com as fotos das pichações. Infelizmente, um bibliotecário descuidado deixou que elas caíssem no chão e perdessem a ordem.)

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Uma resposta para “Biblioteca de Babel (29): Graffiti, Caruaru

  1. Bibliotecário descuidado = estagiário.

    R. Eu estava tentando evitar a má palavra. Este é um blog de família.

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