Folhinha (14): Dia dos Potros

Em Balacan, o mais tradicional local de disputas de turfe do mundo¹, hoje é o dia de uma prova muito especial. O único páreo da noite é uma carreira de 100 metros. E nela os humanos é que carregam os cavalos².

A tradição começou no século XII, quando o bispo da cidade quis erradicar as corridas. Como o édito eclesiástico proibia apenas aquelas em que jóqueis montassem “cavalos, éguas, mulas, asnos, jumentos, touros ou qualquer outro animal”, os aficionados mais radicais encontraram assim uma forma de contornar a proibição.

A lei que proibia as corridas foi suspensa em 25 de junho de 1139. Mas a diversão alternativa se manteve e virou tradição, servindo também como forma de comemorar a vitória dos turfistas.

O vencedor do Dia do Potro ganha o privilégio de nunca poder ser usado como montaria em corridas e passa o resto da sua vida como reprodutor.


¹ Há indícios de que as apostas em corridas na cidade começaram ainda nos tempos do Império Romano.
² Sempre potros machos de um ano.

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