Bestiário (43): Bactérias do Amor

Todos sabem que o número de microrganismos dentro de um corpo humano é dez vezes maior que o total de células de uma pessoa. Vivemos em simbiose, trocando serviços, dividindo o jantar. O que poucos sabem é quanto o microbioma afeta o comportamento humano.

Bactérias do tubo digestivo, por exemplo, são apontadas como responsáveis pelo apetite. Há aquelas que, quando proliferam, fazem a pessoa querer comer queijo; outras exigem cerveja; e a ausência de secreções produzidas por certos micróbios provocam aversão ao consumo de carne, criando vegetarianos convictos.

Mas nada disso se compara à ação das bactérias do amor.

Povoando as mucosas, elas  são as principais responsáveis por aquilo que até agora, por falta de termo melhor, se chamava de “química” entre amantes. Floras bacterianas compatíveis, segundo as pesquisas, são responsáveis por 87,4% dos relacionamentos estáveis. E divórcios — especialmente aqueles em que a justificativa é simplesmente de que “o amor acabou” — quase sempre estão ligados à degeneração (ou mutação) das erotobactérias de um dos parceiros.

Laboratórios suíços já desenvolvem kits para teste de compatibilidade bacteriana entre casais.

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Uma resposta para “Bestiário (43): Bactérias do Amor

  1. ADOREI esse :)

    Marcos, daqui a quantos textos você vai publicar o Almanaque em livro? Sem querer botar pressão, tou só perguntando.

    R. Taí, hoje é um bom dia pra isso.

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