Criptoetimologia (6): Cofre

Nada de óinc: para os mercadores da Liga Hanseática que habitavam a região de Flandres por volta do século XIV, a onomatopéia para o som do porco era koeffr. E assim eram chamados, pejorativamente, os primeiros banqueiros que, enfrentando a oposição da Igreja, emprestavam dinheiro cobrando juros. O apelido pegou.

Também foi por ali, em Bruges e outras cidades, que as pessoas começaram a guardar pequenas economias em porquinhos de cerâmica, que tinham uma fenda para se depositar as moedas. O objeto ganhou também o nome de koeffr; o que era brinquedo virou coisa séria e passou a designar também os lugares onde os banqueiros, já então respeitáveis, guardavam o seu dinheiro e o dos outros.

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