Histórias reais (13): O incenso

Era uma vez um noviço que morava num mosteiro, servindo aos monges e aprendendo os Dez Preceitos. Ele procurava ser virtuoso em cada um de seus atos e viver segundo o Vinaya.

Um dia, porém, os monges perceberam que o rapaz exalava um aroma suave. Seu superior o recriminou por ceder à vaidade e se perfumar. Ele apenas pediu perdão.

No dia seguinte, o aroma estava mais sutil e delicado, porém ainda mais penetrante. O superior perguntou por que ele havia desobedecido, e o jovem viu-se forçado a confessar que não se perfumava, e aquele era apenas o seu cheiro natural.

Os monges não só não acreditaram no samanera como resolveram castigá-lo. Ficou preso num chiqueiro com os porcos durante uma semana. Mas em vão: a cada dia que passava ele recendia ainda mais a flores e especiarias.

Irritados, os religiosos soltaram o noviço, apenas para surrá-lo com bastonadas e pedradas até a morte.

Só então o abade percebeu o erro que haviam cometido, recriminando a si mesmo e aos seus monges. Todos choraram amargamente a morte do jovem e enterraram seu corpo no jardim do mosteiro.

Ali nasceu uma árvore cuja resina era perfumada como o samanera assassinado. E, para nunca mais esquecerem a lição aprendida com seu crime, os monges passaram a queimar aquela resina durante suas orações e meditações.

Foi assim que surgiu o incenso.

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Uma resposta para “Histórias reais (13): O incenso

  1. Disfarça que eu sou uma HIPPIE e curto um incenso. Disfarça.

    R. Ué, só você?

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