Biblioteca de Babel (19): O Labirinto

Fechado no Labirinto, o Minotauro passava meses e meses sem ocupação alguma. Portanto, é natural que tenha se tornado poeta.

Usando o sangue das moças donzelas e dos rapazes imberbes que Atenas enviava a Creta, ele escreveu com mãos humanas a sua própria epopéia nas paredes. E com isso tornou o Labirinto ainda mais traiçoeiro: ler os versos do seu morador era outra forma de se perder.

O fio — em grego, “nema” — que Ariadne deu a Teseu poderia ser, na verdade, um “phronema” (forma de pensar). Só assim, com o código para poder decifrar a escrita do Minotauro, ele foi capaz de compreender o Labirinto e encontrar a sua saída.

O herói, porém, jamais revelou o que dizia o poema.

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