Postais do Exílio (27): Gargólia

O que há de mais interessante em Gargólia é a Casa do Caldeirão. E mesmo quem é estrangeiro chega lá facilmente. Basta seguir o cheiro.

Sobre um fogareiro sempre aceso, fica o caldeirão que dá nome ao lugar. De vez em quando, alguém aparece, serve-se de uma ou duas conchas de sopa e põe algumas moedas na bandeja que fica sobre a mesa ao lado. Outras vezes, chegam pessoas que jogam na caçarola um punhado de legumes, um naco de carne, ou mesmo água, sal e temperos, tirando o pagamento que julgar conveniente.

Já houve ocasiões em que o caldeirão ficou quase vazio enquanto uma montanha de moedas se acumulava na bandeja. E outras em que ele quase transbordava de sopa, com o dinheiro sumindo. Mas, de forma geral, o equilíbrio sempre se manteve. E nunca em Gargólia alguém passou fome.

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