Bestiário (35): Mercril

Assim como o corvo, o caramanchão-cetim e o arganaz-da-pradaria, gosta de catar objetos coloridos e brilhantes para enfeitar a sua toca. Mas vai muito além disso.

Este pequeno roedor desenvolveu uma sociedade com regras bem mais complexas que as de abelhas e cupins. Nela, como era de se esperar, os membros de mais alta posição hierárquica detêm as tocas com mais enfeites, e também os maiores e melhores.

Até aí, nada de se admirar. O que torna os mercris especiais é que alguns deles se tornam mercadores.

Um mercril comerciante faz exatamente isso: troca botões por pedras, conchas por vidros, contas por penas e todas essas coisas por grãos. Sempre levando um bom lucro na transação, o suficiente para garantiur uma boa toca e seu sustento. De fato, num agrupamento típico ele costuma ser um dos machos sob proteção da fêmea dominante. Em troca, ela exerce uma espécie de opção de preferência nos bens mais valiosos do estoque.

Grupos de mercris em contato com povoados humanos aprenderam até mesmo a usar dinheiro, passando a roubar moedas para intermediar as trocas dentro da colônia. Uma infestação quase arruinou completamente a frágil economia do Marjiristão, no outono de 2003.

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