Postais do Exílio (8): Filaze

Na praça central fica o único monumento à barata de todo o planeta. Ereta, colossal, imponente, de asas abertas — segundo alguns, era para ser uma estátua eqüestre, mas pareceria irreal demais.

Não que os filazenhos tenham algum amor pelas baratas. Eles as detestam, de fato, talvez mais que todos os outros povos. Mas foi uma praga do inseto que quase devastou a cidade a única causa capaz de unir as famílias rivais em torno de um fim comum. E a inimiga virou símbolo da paz.

Como um deus maligno, ela ameaça a todos com o que pode acontecer se a discórdia voltar a reinar.

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