Almanaque

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Tudo o que você não sabia que precisava saber

Biografemas (4): Marechal Rondon

“Súbito, senti no rosto um sopro e divisei algo, rápido e fugaz, como se fosse um pássaro que cruzasse o caminho, na altura dos meus olhos, bem perto de mim. Num movimento instintivo, meu olhar procurou segui-lo e o que vi não foi um passarinho, mas uma flecha com a ponta cravada no chão. Errara o alvo! Embora muito rápido, o meu movimento não impediu que segunda flecha me viesse passar rente à nuca, roçando o capacete. E vi, bem próximo, dois nhambiquaras possantes, peito largo, cabeça grande, rosto de maçãs salientes”.

É assim que o então coronel Cândido Mariano da Silva Rondon relata o ataque dos nhambiquaras, em setembro de 1913, quando chegou a ser atingido por uma flecha envenenada. Diz a historiografia oficial que a ponta ficou cravada na sua bandoleira de couro, o que salvou a vida do explorador. Mas há outras versões.

Segundo relatos de militares de baixa patente que acompanharam a expedição, a flecha atingiu, sim, o coronel, que imediatamente perdeu os sentidos. O grupo se recolheu, temendo o pior e já pensando em como providenciar um enterro cristão para o comandante.

Porém não foi necessário. Rondon estava vivo, porém febril. E passou a noite inteira narrando as visões místicas que o veneno dos nhambiquaras produzia. Com o rosto afogueado, falou de criaturas vindas do espaço, rios que se transformavam em serpentes gigantes, um futuro em que todos seriam irmãos. Terminou o discurso bradando: “Morrer, se for preciso; matar um índio, nunca”!

Caiu em seguida num profundo e tranquilo sono, do qual despertou na manhã seguinte, completamente curado e sem qualquer lembrança da noite anterior. Desautorizou qualquer relato sobre seu delírio, mas adotou a frase final como seu lema dali em diante.

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Jurassic Jesus

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Folhinha (21): Dia da Liberdade de Observação

O dia de hoje é comemorado por astrônomos e cosmógrafos do mundo inteiro. Eles recordam o patrono Gugliemo Manfredi (1566-1632), que se rebelou contra a proibição de observar o céu.

No início do século XVII, o telescópio, inventado em 1609 por Galileu, começou a ganhar popularidade por toda a Itália renascentista. Preocupado com a revolução das ideias que começava a se propagar, o bispo de Nápoles baixou um decreto em 1616 proibindo a observação dos corpos celestes, sob a alegação de que “não cabia ao homem investigar o trabalho de Deus”.

Manfredi, que construíra ele mesmo seu próprio telescópio a partir de instruções de um manuscrito de Galileu, não se sujeitou ao decreto. Apontava secretamente suas lentes para o céu, enquanto reunia anotações sobre o movimento dos astros.

Descoberto pelas autoridades eclesiásticas, foi levado a julgamento em 28 de outubro de 1619. Os inquisidores pretenderam obrigá-lo a abjurar e renunciar para sempre ao uso do aparelho. Mas ele respondeu que, caso não pudesse mais observar o céu, dirigiria sua atenção e sua curiosidade para as casas “do outro lado da ponte Nucchia”, onde trabalhavam as meretrizes da cidade, e consequentemente para os clientes de seus serviços.

Foi posto em liberdade e no mesmo dia revogou-se o decreto. Desde então, a observação dos corpos celestes é livre. em Nápoles e por toda a parte.

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A glória de um covarde

Fazia tempo que eu queria escrever sobre esse assunto, e acho que o dia é propício. Eu não aguento mais esses heróis que só protegem os fortes.

Nas suas “Cartas de um subdesenvolvido”, Henfil contou a experiência de viver nos EUA e tentar, sem sucesso, emplacar como quadrinhista no mercado americano. Ele percebeu de cara que criar humor numa democracia era bem diferente do que numa ditadura como a do Brasil do AI-5. Citando:

“O americano não consegue ver onde está a força de uma charge que tem a palavra liberdade no meio, e só. E no Brasil, só da gente colocar esta palavra numa charge ou música, já deu o recado! Estamos desenvolvendo uma linguagem cifrada, língua do pê, que só nos entendemos e só nós percebemos a gravidade e qualidade. Se a gente escrever a palavra “liberdade” num papel branco, sem mais nada escrito, já está ameaçando. Já fez um enorme esforço criativo! Pois aqui tem que escrever o resto do livro”.
(Carta a Tárik de Souza, 7 de janeiro de 1974)¹

O humor brasileiro, hoje, vive um cenário parecido, mas com o sinal trocado.

“Politicamente incorreto” é a qualificação que aparece nas descrições e nos (auto-)elogios de 99% dos humoristas brasileiros. E, na maioria dos casos, é a única apresentada. Fulano é engraçado? Ah, ele é politicamente incorreto que só vendo. Desrespeitar minorias virou condição necessária e suficiente para se fazer humor. Soltou um “crioulo safado”, desmunhecou, a claque vem abaixo.

Pois eu pergunto: é só isso, mermão? Cadê o resto do livro? Qual é a graça? E, principalmente, qual é o risco que você está correndo? A sempre criticada “ditadura do politicamente correto” é uma falácia. Porque quando eu chamo um racista de racista, um homofóbico de homofóbico, um machista de machista, não estou censurando. Estou dando nome aos bois. Estou apontando a covardia de quem replica e reforça a opressão.

A reação dos acusados é sempre a mesma: desqualificar e, se possível, calar a crítica. A liberdade de expressão só vale para o discurso dominante. Esses pretensos heróis apresentam como credencial a sua coragem de ser covardes. O que não chega a ser uma piada pronta, mas é um oxímoro dos bons.


¹ Mais tarde Henfil reveria seus conceitos, chegando à conclusão de que a aparente liberdade nos EUA apenas disfarçava uma ditadura do puritanismo. Mas isso é outra história.

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36 vistas, o livro

Quem se tatua está sempre enviando duas mensagens. Uma, a mais óbvia, é para os outros, para quem vê a tatuagem hoje. Mas a segunda, a mais importante, se destina à pessoa que o tatuado vai se tornar no futuro, e que nunca poderá ignorar o que fez no passado. Da mesma forma que é impossível não ver uma estátua de trinta metros no alto de uma montanha.

Esta é uma das legendas que escrevi para as ilustrações do livro “36 vistas do Cristo Redentor“, do amigo e parceiro Renato Alarcão, lançado esta semana.

Foi um trabalho muitas vezes desafiador, porque eu não conseguia encontrar palavras que de fato acrescentassem alguma coisa às imagens. Mas por isso mesmo me deixou orgulhoso depois de terminado. Acho que consegui transpor para as legendas o espírito parte reflexivo, parte impressionista, parte fantasioso que se vê na arte do Renato.

O livro está à venda no site da editora Casa 21.

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Ser tigre

O tigre ignora a liberdade do salto
é como se uma mola o compelisse a pular.

Entre o cio e a cópula
o tigre não ama.

Ele busca a fêmea
como quem procura comida.

Sem tempo na alma,
é no presente que o tigre existe.

Nenhuma voz lhe fala da morte.
O tigre, já velho, dorme e passa.

Ele é esquivo,
não há mãos que o tomem.

Não soa,
porque não respira.

É menos que embrião
abaixo do ovo,
infra-sémen.

Não tem forma,
é quase nada, parece morto.

Porém existe,
por isso espera.

Epopéia, canção de amor,
epigrama, ode moderna, epitáfio,

Ele será
quando for tempo disso.

(Arménio Vieira, nascido em 1941 em Santiago de Cabo Verde, ganhador do Prêmio Camões de 2009).

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História mal contada

Eu não vi o filme.  E (mal aí, Flávia) nem pretendo ver. Porque tem uma coisa me incomodando muito nessa história.

Vamos recapitular o que qualquer pessoa mais ou menos bem informada já ouviu por aí: o documentário mostra como Wilson Simonal era um ídolo das multidões no fim dos anos 60, mas teve sua carreira destruída no início dos 70, depois de ter sido acusado sem provas de atuar como dedo-duro do DOPS. Um talento que foi calado, vítima de uma campanha de difamação.

Desculpem, mas essa conta não fecha.

Qur dizer que em 1972 todas as rádios e TVs, os jornais, a indústria fonográfica e as casas de shows fecharam as portas a Simonal tremendo de medo do poder do… Pasquim? Em pleno governo Médici?

Vem o Chico Anysio e lança o desafio a “um só que diga que foi dedurado pelo Simonal”. Nem vou entrar no mérito de discutir o desafio em si (imagino os gorilas prendendo um subversivo  dizendo “olha, quem te entregou foi Fulano, viu?”). Mas então vamos a outro. Me digam um só, um só que tenha sido proibido de gravar, vender discos, falar bem, divulgar o Simonal. Porque aí a coisa fica mais hilária ainda.

- Vamos chamar o Wilson Simonal para o programa deste domingo?
- Não, ele não.
- Por que não? É popular, faz o maior sucesso.
- Muito perigoso. Melhor chamar o Chico, o Vandré…

Ou:

- Moço, me dá um disco do Simonal.
- Psiu. Fala baixo.
- Mas eu adoro o Simonal.
- Pega aqui esse embrulho de papel pardo. Mas não conta pra ninguém que fui eu que vendi.

Em 1972. Tá.

Em 1972 a classe média cantava “Eu te amo meu Brasil” e “Esse é um país que vai pra frente”, balançava bandeirinhas para o desfile militar de 7 de setembro, acreditava no milagre e no “Ame-o ou deixe-o”. Essa classe média passou a desprezar o Simonal porque ele foi acusado de dedo-duro pelo Ziraldo? Isso é enredo de ficção, não de documentário.

Finalmente, o que não me desce de jeito nenhum. O argumento de que Simonal só ganhou fama de dedo-duro (que ele mesmo confirmaria, depois) porque mandou dois agentes da repressão darem uma surra num ex-funcionário. Ou seja: dar porrada num ex-empregado que está incomodando pode. É legítimo. Se isso é uma reabilitação, eu não entendo mais nada.

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Pronto

Ninfeias

Fazia tempo que eu queria monetizar esse blog.

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Nós, abaixo assinados

REPUDIO E SOLIDARIEDADE

Ante a viva lembranca da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repudio à arbitrária e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar ditabranda o regime politico vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do pais. Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no periodo mais longo e sombrio da historia polí­tica brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo ditabranda é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964.

Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota de redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta às cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.

Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fabio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.

(Assine aqui)

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Boicote, desinvestimento, sanções

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Eu suspeitava

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Diga não.

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Começa amanhã

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Original

Quando eu achava que a Gago Coutinho não podia ficar melhor, abriu um sebo quase do lado do meu prédio. O Original fica no 37-A (2225-2599, 9348-2408 e eduthiARROBAig.com.br) e funciona de segunda a sábado, das 12 às 19 horas.

A loja ainda está sendo arrumada, o que talvez explique a demora para descobrir o preço dos livros, por exemplo. Mas é simpática. Tem uma quantidade razoável e, o que é fundamental num sebo, uma alta qualidade de livros — além de CDs e DVDs.

O dono, Eduardo, explica que pretende manter uma estante de exemplares “fora de venda”, com obras apenas para consulta. Isso mesmo: entre, pegue, sente-se numa poltrona e folheie à vontade. Já estão lá uma boa edição da Legenda Áurea e um álbum sobre o Palácio das Laranjeiras, entre outros.

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Two for the show

Marcio Silva

Marcio Silva - Quarta-feira, 6/8, no Cine Lapa

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Solução final

Chegou ao prédio onde moro uma carta circular. Os signatários são todos moradores de Laranjeiras, entre eles o senhor Carlos Minc e alguns cidadãos com sobrenomes imponentes. Eles mostram a sua preocupação com os problemas do Parque Guinle, assunto que me interessa muito.

O mais grave, a julgar pela carta, é a presença dos moradores de rua.

Os sobrenomes pomposos de Laranjeiras foram se queixar à Secretaria Municipal de Assistência Social. E ouviram como resposta que os mendigos simplesmente não querem ser recolhidos. “Nosso propósito não é, de forma alguma, expulsar os moradores de rua”, explicam. Mas logo em seguida encontram a solução: evitar que os indesejáveis se sintam à vontade.

Oferecer água, comida, roupa e nenhum futuro não nos parece um modo de promover realmente a dignidade destas pessoas (…)
Só há um modo de convencer as pessoas em situação de rua de que procurar outros caminhos é melhor do que viver da caridade alheia: é tornar evidente para elas que essa situação não pode se perpetuar.

Os sobrenomes pomposos de Laranjeiras consideram altamente reprovável oferecer água a um mendigo que está com sede. Ou contratá-lo para um serviço esporádico. Ou dar sobra de comida a quem tem fome.

Os sobrenomes pomposos de Laranjeiras bem que poderiam ter deixado de lado o vocabulário politicamente correto (“em situação de rua” é de lascar) e dito com todas as palavras o que está escrito nas entrelinhas da sua circular:

O único jeito de fazer essa gentinha sair daqui é tornar suas vidas um inferno tão intolerável que até mesmo o abrigo da Prefeitura vai parecer coisa melhor.

Ainda poderiam argumentar que estão fazendo isso pelo bem dos próprios mendigos. Para radicalizar as contradições do capitalismo e favorecer a formação de uma consciência de classe nos lumpen, sei lá.

Hoje, quando vinha para casa, comprei um lencinho de dona Regina Celi, que andava sumida. Sim, confesso: sou um desses monstros insensíveis que ficam levando as pessoas a acreditar que podem viver sem ajuda da Fundação Leão XIII.

Ficção pra quê?

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Saci 2014

O Mouzar Benedito lançou a campanha, o Ricardo Kotscho e o Torero apoiaram. E eu daqui lanço também minha humilde declaração de apoio. Queremos o Saci como mascote da Copa do Mundo de 2014, “antes que os marketeiros e lobistas inventem um mascote besta que nem o tal do Cauê“.

O Ziraldo, como se vê pela ilustração ao lado, já sacou há muito tempo que o Pererê com uma perna só joga mais que qualquer mascote pré-fabricado com duas.

(Este post deveria ter sido publicado ontem. Mas preferi não mexer nesses assuntos numa sexta-feira 13)

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Cassa essa, seu juiz!

Então o TSE decidiu que blogueiro não pode postar banner de candidato. E que, se fizer isso, o candidato terá sua candidatura impugnada. Porque, afinal, ele é o único responsável por tudo aquilo que os blogueiros fazem.

Ah, é?

Agora, das duas, uma: ou os senhores juízes cassam todo candidato cujo banner eu resolver publicar ou então devolvem o meu direito a manifestar minha opinião. Porque quem proíbe um banner hoje proíbe um artigo amanhã, uma discussão outro dia, e acaba resolvendo que essa tal de democracia é uma coisa muito perigosa.

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Vão cassar o Frodo também?

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Mais uma do Alarcão

Nesta quinta, dia 29, às 14h, lançamento de O herói e a feiticeira, de Lia Neiva, com ilustrações de Renato Alarcão. Vai ser no MAM, como parte da programação da Feira de Livros para Crianças e Jovens. Levem seus sobrinhos.

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Por aqui

Almanaque

Folheto ou livro que, além do calendário do ano, traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. (Houaiss). Do árabe al-munákh, "lugar onde o camelo se ajoelha", ponto de encontro e de conversa dos beduínos. Repertório, endimião, camião, sarrabal.

Marcos Faria

 

Novembro 2009
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E como já dizia Roland Barthes, tudo aqui deve ser considerado como dito por um personagem de romance.