Quando foi julgada culpada de adultério e incesto, e condenada à morte por Henrique VIII, Ana Bolena resignou-se mas apresentou uma exigência. Queria ser executada por um carrasco francês, que a decapitasse com uma espada, e não por um inglês com seu machado. A explicação oficial foi de que “uma rainha da Inglaterra não se ajoelha em circunstância alguma”. A verdade, porém, era outra.
Jean Rombaud, o carrasco, havia sido seu amante. Na verdade, o seu primeiro amante, quando ela vivia em Paris e era uma dama da corte da rainha Cláudia de Valois, entre 1514 e 1522.
A última carta escrita por Ana Bolena na Torre de Londres, já sabendo que seu estratagema funcionara e Rombaud cortaria sua cabeça, era endereçada a ele. Dizia (em francês) que quem lhe causara a primeira morte lhe daria também a última, e fazia alusões à espada do francês.
Rombaud pode ter sido também o homem misterioso que recolheu o corpo e a cabeça da rainha e os enterrou na Capela de São Pedro.


Razões para acreditar na teoria: – Elizabeth tinha uma natureza sigilosa, e suas ações levam a crer que ela tinha um segredo muito bem guardado. – A recusa de Elizabeth a se casar. – Rumores de que Elizabeth não poderia ter filhos. – Roger Ascham escreveu que “Sua constituição está isenta da fraqueza do sexo feminino, ela é dotada de um poder masculino. Ela fala francês, italiano, latim e grego. Ela é muito habilidosa com música, mas não toca com prazer.” – O incentivo de Catarina Parr a deixar Elizabeth “brincar”com seu marido, Thomas Seymour. Se ela soubesse que Elizabeth era um menino, isso poderia funcionar como vingança. – Elizabeth tinha um enorme estoque de perucas. – A recusa de Elizabeth a ver outros médiso que não os seus habituais.
Daí a origem da expressão: “Perucas Lady, tá?”