Biblioteca de Babel (83): Mil Folhas

Ao contrário do que o nome indica, não foi impresso em mil folhas de papel. Aliás, não foi impresso em nenhuma. Inteiramente digital, foi lançado apenas no formato de livro eletrônico.

Até aí, nada de extraordinário. Mas como essa característica já fazia parte da sua concepção, acabou sendo determinante para toda a sua estrutura. Porque Mil Folhas não é apenas uma obra: é principalmente um processo. O texto final, se é que se pode chamá-lo assim, contém todas as marcas de revisões, esboços, comentários e outros registros que num livro normal são retirados da mesma forma que o desenho a lápis é apagado de uma arte-final.

Mais importante que a obra é o processo criativo nu. E a possibilidade de rejeitar alterações, recuperar versões alternativas, adaptar o texto à vontade de quem lê.

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