Dramatis Personæ (152): Zarvulon, o Magnífico

Era como ele mesmo se chamava. Ainda acrescentava o título de “O Maior Mago do Universo”. Outras pessoas, porém, só usavam o epíteto de forma jocosa. Zarvulon, que de fato era conhecedor dos maiores mistérios arcanos, senhor das transmutações da matéria, era também vítima de uma maldição: ninguém era capaz de reconhecer sua magia.

Não adiantava fazer saltarem coelhos – que digo? ovelhas, vacas, elefantes – de dentro de uma cartola: o público dava de ombros, certo de que a fauna estivera diante de seus olhos todo o tempo. No dia em que fez o céu, que era verde, se tornar azul, todos no mesmo instante se convenceram de que o céu sempre fora azul.

Recolheu-se à solidão ao ver o sucesso de outro mago, cuja única habilidade era fazer as pessoas acreditarem em seus poderes sobrenaturais.

2 Respostas para “Dramatis Personæ (152): Zarvulon, o Magnífico

  1. Para que fossem anjos todos teriam que ter sido demônios. Não no propósito de o serem, mas porque eu lhes determinei, fazendo crescer suas almas da ignorância para a sabedoria. E sem intervir deixei que se consumassem todas as dores e todos os males, em todas as coisas e sob o céu e sobre a terra. Agora está revelado quem ficará à minha direita e quem ficará à minha esquerda. Quem é o bode ou o joio? E quem é o cordeiro ou o trigo? ELE ficou contemplando o tribunal e o maior dos criminosos … Logo tornou o Senhor a dizer: – alguém quer proferir um veredicto e uma sentença?

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