Não é que sofra de esquizofrenia, nem de dupla (aliás múltipla) personalidade. O problema é outro.
Nivaldo é sempre um só, sempre ele mesmo. Mas às vezes alguns de seus órgãos se excedem e controlam o resto do corpo.
Há dias em que seu comportamento é figadal. Noutros, ele é só coração. Às vezes parece uma pilha de nervos, para no dia seguinte adotar um temperamento sanguíneo.
Essa, pelo menos, é a sua explicação para as constantes mudanças de temperamento. “É garganta”, criticam os amigos.

