A carreira na empresa foi meteórica. Em dois anos passou de estagiário a poeta sênior, e logo depois a gerente poético. Três anos depois foi promovido a Diretor de Poesia, com direito a bônus e um pacote de ações.
Hoje, porém, enfrenta uma situação difícil.
No mercado, de uma forma geral, a avaliação é de que o ex-enfant terrible perdeu a maior parte de seu élan desde que subiu para um escritório luxuoso no último andar da empresa. Na última reunião de diretoria, não conseguiu escapar das cobranças. O fraco desempenho do seu setor foi responsabilizado pela baixa produtividade nas fábricas e pela queda das vendas. Já se fala em substituí-lo, talvez por um especialista japonês que renove a cultura empresarial com um pouco de haikai.
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